Ess artigo ê um critica construtiva sobre parte dess artigo li, publicod ne jornal online Expresso das Ilhas. E ess parte que levam a escrevê esh linha, te dzê o seguinte:
"Enumerando alguns estilos de Hip Hop, desde graffity, music, step up flúor, de Stret Dance, Jailson Lopes reconhece, entretanto que "underground" é um estilo violento, infelizmente praticado por muitos grupos." - in Expresso das Ilhas, 6-2-2012
Antes de tudo um crê dzê que um fcá content quando um oiá mais um artigo publicod ne jornais de terra, sobre Hiphop. Ainda mais content um fca, por ser um artigo que te falá sobre crianças caboverdianas envolvid ne ess cultura que começá ne South Bronx, E.U.A e espaiá pe mund inter. Hiphop hoje em dia ê um cultura global e um de quesh cultura que sis element ca ta exclui pessoas devid a etnia, cor de pele, idade ou "status" social.
Pe intendê Hiphop, a cultura (hoje em dia bastante descaraterizod de sê formato original, por motivo de tentá comercializa sis elemento), primer ê preciso sabê ne quais condições sociais e económicas que ess cultura surgi. Ê preciso sabê em que condições que esh pessoa que dá inicio a ess cultura tava te vivê. E sô ess parte li, tava tmá mut mas do que um artigo inteiro pe descrevê. Em jeito de sintese, um tava mandá leitor pesquisá sobre contexto social em que população de South Bronx (Estados Unidos da America), local ondê que Hiphop nascê, tava te vivê na finais de anos 60 (1969) e durante a década de 70, de século passado (sec. XX, portanto de 1969 até finais de 70).
Pe intendê Hiphop, a cultura (hoje em dia bastante descaraterizod de sê formato original, por motivo de tentá comercializa sis elemento), primer ê preciso sabê ne quais condições sociais e económicas que ess cultura surgi. Ê preciso sabê em que condições que esh pessoa que dá inicio a ess cultura tava te vivê. E sô ess parte li, tava tmá mut mas do que um artigo inteiro pe descrevê. Em jeito de sintese, um tava mandá leitor pesquisá sobre contexto social em que população de South Bronx (Estados Unidos da America), local ondê que Hiphop nascê, tava te vivê na finais de anos 60 (1969) e durante a década de 70, de século passado (sec. XX, portanto de 1969 até finais de 70).
Um ti te bem citá extracto dum livro, pe ilustrá so um bocadim esh condições sociais e economicas dess lugar, na altura de génese e quesh primer evento que dá origem a cultura Hiphop.
Quel desastre de South Bronx, cria um cemitério de esperança que era adornod que desespero, destruição, incendios, drogas, violência, e mortes trágicas. Ma mesmo num zona onde gent amaldiçood era intencionalment oprimid e abandonod (na forma de um "negligência benigna" ), depos atacod sem piedade e largod a sês mercê, pa morrê, quel pulsar refilon de humanidad nunca extingui completament. Foi ess pulsar, ess Batiment (Beat), que unificá um bocod de jovens negros e porto-riquenhos, residentes ne South Bronx. E ness processo de juntá a voltá dess batiment (do inglês "Beat", palavra que por si sô, te trazê tud quel historia de DJing e Breakdancing directament arrastod ma el. Esh ultimo, dois elementos fundamentais da cultura Hiphop e que surgi antes de MCing, outro elemento de cultura Hiphop), esh formulá um nova forma de oiá vida, um novo estilo de vida...Ess estilo de vida incorporá quel dor de negligência e abandono...essência de Street knowledge (conhecimentos de rua), e puro foco ne sobrevivência. El movê depos pe um novo ritmo, rima e razão. E el transformá quel estilo, atitude, e busca pe respeit ne um força poderosa. Com o tempo, ess novo moviment cultural passá a ser conhecid pe Hiphop.
- Sintése do Capitulo 1 (entitulado "Backdrop to Hiphop: The Story of The South Bronx Disaster") do livro "The BeatTips Manual", da autoria de Amir Said (5ª Edição)
Um ca ti te bem dá um aula sobre génese dess cultura, mod tava trá foco dess artigo, cujo objectivo ê comentá e discordá de certas afirmações transcritas ness artigo de jornal, atrás citado. Ma sô pa ca começá contrução "pe rés de chão", um crish sentá ess "base". E pa bom entendedor e gent atent a situação actual de nos terra, ess contexto social explicod ne livro de Amir Said, podia até que ser traduzid pe nos situação. Ma não é por aí cum crê começá. No bai por partes.
"Tud vez que um newcomer (novato) for mal informado sobre história da cultura Hiphop e Hiphop/Rap Music, cultura Hiphop e Hiphop/Rap Music te perdê um pedaço de sê história e part de sê significado" - Amir Said, in "The BeatTips Manual"
Hiphop, de forma quel surgi, e a medida que el bai te evolui, el trazê sis element junt ma el. Elementos moda Djing (arte de DJ), Graffity, Break Dance e MCing (ondê que te entrá rap, mod um rapper ê quase que um MC, ma não mesma coisa e anê pe confundish. Ma ess ê ot estoria pa depos). Esh "menin" dess zona (Bronx) e de várias outras zonas considerod "zonas sem solução", ê que foi primeiros agentes dess cultura que hoje em dia ê um cultura que te gerá milhões de dolares e que transformá tcheu oportunistas sem talent e sem ligação direct ma ess cultura ne homens ricos. Ma também el dá tcheu gent sem voz um voz e el fazê tcheu menin que era oiod como um inimig publico, vrá homens com um salário e familia. E as vezes até benfeitores de sis comunidade.
Portant, Hiphop sempre ti tem bem relatá ou reflecti ish sentiment que teve ne sê génese, ne sê origem. Ma que no confundi rebeldia e "refiladeza" de Cultura Hiphop perante sistemas opressores de seres humanos que violência gratuita. Dos cosa totalment diferent. Violência ne Hiphop foi sobre explorod e incentivod e glorificod vezes e mais vezes, precisament pe agentes de sê comercialização e após sê comercialização. Ma não pe quem crial e pe quem que divia ter trod algum dividend dess cultura. Ao tentá comercializá tud ess cultura, esh (pessoas que ca tava fazê parte dess cultura) consegui vrá sô Rap Music rentável. E como esh que consegui nem esh que sabia comercializá outros elementos dess cultura, Rap começa te panhá ot dimensão e passá a tchmá mas atenção do que qualquer ot element dess cultura. Rap vrá cara dum moviment, dum cultura que tinha mas lementos além de MCing (Rap). Excusod dzê que, ess foi um moment fragil pe um cultura que siss slement era interligod, ma ao mesmo temp um moment desicivo pe espaia Hiphop pa tud ess planeta. Através de sê musica, Rap.
Portant, Hiphop sempre ti tem bem relatá ou reflecti ish sentiment que teve ne sê génese, ne sê origem. Ma que no confundi rebeldia e "refiladeza" de Cultura Hiphop perante sistemas opressores de seres humanos que violência gratuita. Dos cosa totalment diferent. Violência ne Hiphop foi sobre explorod e incentivod e glorificod vezes e mais vezes, precisament pe agentes de sê comercialização e após sê comercialização. Ma não pe quem crial e pe quem que divia ter trod algum dividend dess cultura. Ao tentá comercializá tud ess cultura, esh (pessoas que ca tava fazê parte dess cultura) consegui vrá sô Rap Music rentável. E como esh que consegui nem esh que sabia comercializá outros elementos dess cultura, Rap começa te panhá ot dimensão e passá a tchmá mas atenção do que qualquer ot element dess cultura. Rap vrá cara dum moviment, dum cultura que tinha mas lementos além de MCing (Rap). Excusod dzê que, ess foi um moment fragil pe um cultura que siss slement era interligod, ma ao mesmo temp um moment desicivo pe espaia Hiphop pa tud ess planeta. Através de sê musica, Rap.
E pe comercializá Hiphop, esh teve que leval pe "mainstream", que ne linguagem e contexto de Hiphop ê o extremo oposto de "Underground". Underground ne Hiphop ê mas um "status" (estuto) que um estilo. Embora hoje em dia, ess mesma comercialização de Hiphop, ofuscá sis frontera. Ma da mesma forma que sô quem conchê e te vivê ess cultura te podê diferenciásh, ess frontera ê facilment identificod pe cada individuo que te sigui ou fazê parte dess cultura. Ê dificil pe um "outsider, ou mesmo alguém "inside" e que ta mal informod, sabê distrinçá ess frontera entre "mainstream" e "undaground". Mas um vez, e por incrivel que pareça, causod pess mesma comercialização de cultura Hiphop e Hiphop/ Rap Music.
Agora sim, um tava gostá de comentá ess afirmação publicod ne jornal, que levam a citá tud esh paragrafo.
1º Graffiti, ê um element de cultura Hiphop e não um "estilo de Hiphop". Nem um de quesh ot cosa lá mencionod ("music, step up flúor, de Stret Dance") anê element nem "estilo" de hiphop. "Stret Dance" podê estod te crê fazê referência a "street dance". Que podê ser um forma novo que esh otchá pe tchmá B-boying ou breakdance, que moda que jam explica ê um elemento da Cultura Hiphop. Caracterizod pe B-boys ou seja Break Dancers (que originalment tava dança ne som de quesh "break" ou partes especificas de um som ne um disco vinyl tocod pe DJs, quando esh começa te fazê quesh primer festa que originá ess cultura que hoje ê Hiphop), que começá te dança primer na festa e depos ne rua e ne tud lugar (palcos,etc) ao som de musicas selecionod pe DJs.
1º Graffiti, ê um element de cultura Hiphop e não um "estilo de Hiphop". Nem um de quesh ot cosa lá mencionod ("music, step up flúor, de Stret Dance") anê element nem "estilo" de hiphop. "Stret Dance" podê estod te crê fazê referência a "street dance". Que podê ser um forma novo que esh otchá pe tchmá B-boying ou breakdance, que moda que jam explica ê um elemento da Cultura Hiphop. Caracterizod pe B-boys ou seja Break Dancers (que originalment tava dança ne som de quesh "break" ou partes especificas de um som ne um disco vinyl tocod pe DJs, quando esh começa te fazê quesh primer festa que originá ess cultura que hoje ê Hiphop), que começá te dança primer na festa e depos ne rua e ne tud lugar (palcos,etc) ao som de musicas selecionod pe DJs.
2º Jam explicá que undaground ca podê ser visto apenas como um "estilo" de Hiphop. Mas sim , e mas correcto ainda, como um "status" dent de cultura Hiphop. E quel franja de Hiphop que te designá esh mess como "Undaground Hiphop" ca podê nunca ser considerod mas violent que quesh musica tocod tud dia na certas radios e outros media. Musicas feitos pe agentes culturais mais voltados para o "mainstream" e que na seio de comunidades de Hiphop ne tud ess planeta ê conchid como os que te promovê sô coisa meriod. Promovê violência, trata amdjer como objecto, etc. Por exemplo, artistas moda 50 Cent,Lil' Wayne...anê underground. Precisament o contrário esh ê "mainstream" e esh sim, esh sish hiphop ê totalment desprovid de conteudo educativo e te sirvi mas pe ishná mnin tchmá amdjer "bitch" e endocrinash ne um cultura te "ter" e não de "saber". Vários se não tud artistas Hiphop caboverdianos, moda L.O.D, Gerson Cunha (agredid doming passod pe plicia de cabo verde, pa mod dze verdade na som e ne videoclipe), ê underground e chei de conteudo. Tão cheio de conteudo que esh te até procurá abafá artistas do tipo. Tanto dentro de Cabo Verde como fora. E um podia pontá vários e vários exemplos, ma no fcá sô quesh mas recent.
Ao contrário de pessoal que ê "mainstream", pessoal "undaground" te representá ondê quesh bem e te falá de pobreza e luta contra sistema. Agora, num luta desleal contra um sistema desleal, sistema el mess te tratá de rotulá quem te opô a el como "violento" e sabe-se lá que mais, pa escondê a própria violência do sistema, inflingid ne esh agentes da cultura Hiphop que te defeni esh mess como undaground. Amilcar Cabral era um terrorista pe regime colonial. E talvez hoje em dia, da mesma forma, os resistentes do Undaground Hiphop sejam uma ameaça pa ess sistema desleal que agentes da cultura Hiphop ne Cabo Verde te vivê actualment. Gent que crê fazê dret ma que ê negod um de sis direit fundamental. Direit a um voz!
Um te esperá que um esclarecê ess assunt de uma vez por todas. Um te esperá que ca ta fcá duvidas que ess "descrição errod" de Undaground Hiphop, ou de qualquer coisa que te dzê respeit a Hiphop (sem primer sabê sobre cultura Hiphop), ca ti ta bem ser aceitod pe agentes da cultura Hiphop ne Cabo Verde.
E pe quem ca conchê nha trajectória ness cultura e ta duvidá de nhe conheciment sobre ess materia, Cultura Hiphop, um te dzê o seguinte. Se bo escutá programa "Tres Quart" ( Rádio Nova) durant 6 anos no ar pa tud Cabo Verde, e mais recentement Programa "Hora H", bô sabê dritim que um de nhis frase (que torná quase que num mantra pa mi de tont dzê), "Hiphop anê violência nem delinquência."
E tem várias outras pessoas ne Cabo Verde que tem também bagagem pe falá ness assunt, porque mi anê dono nem senhor d'Hiphop Criol. Nem um crê ser isso. Tem mais cabeças esclarecid, sim. Ma um que crish esperá pa ninguém, pa defendê um cultura que um te fazê parte e um te conchê e vivê tud dia. Um podia desenvolvê cada paragráfo ainda mais e falá mais de quesh elementos que te fazê parte da Cultura Hiphop. Mod tem tcheu cosa ainda pe dzê, sobre cada elemento. Ma anê ess quê objectivo dess artigo.
Um sabê que intenção do articulista nem de entrevistado ne ess artigo de jornal Expresso das Ilhas ca foi de danificá imagem de Hiphop. Pelo contrário. Ma situações do tipo, ideias sem fundamento nem background, te fcá meriod pe quem te vivê ess cultura e conchel dret. Quando no falá dum assunto, no tem que dzel moda que el ê e não moda que nô te imaginal ser. Por isso um te apelá tud quem te gostá ou interessá pe ess cultura, pa estudá sobre el moda qualquer outro cultura ou materia de vida. Pe saber e conheciment podê falá mas alto que opinião.
Um sabê que intenção do articulista nem de entrevistado ne ess artigo de jornal Expresso das Ilhas ca foi de danificá imagem de Hiphop. Pelo contrário. Ma situações do tipo, ideias sem fundamento nem background, te fcá meriod pe quem te vivê ess cultura e conchel dret. Quando no falá dum assunto, no tem que dzel moda que el ê e não moda que nô te imaginal ser. Por isso um te apelá tud quem te gostá ou interessá pe ess cultura, pa estudá sobre el moda qualquer outro cultura ou materia de vida. Pe saber e conheciment podê falá mas alto que opinião.
Um te fcá preli.
Mi ê Hiphop Criol, mi ê Undaground Hiphop!
Referências:
- "Hip Hop desperta atenção nas crianças dos 10/12 anos de idade" (Artigo publicado no Expresso das Ilhas)
- "The BeatTips Manual", de Amir "Sa'id" Said
- "Graffiti NYC", de Maritnez /. NATO
- "Wild Style" (1983), filme de Charlie Ahearn
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