O preço do pão aumentou, como havia previsto neste artigo. Pelo menos na cidade da Praia e no Mindelo. Aparentemente, as manifestações de descontentamento já começaram.
"...justificado pelos operadores de indústria de panificação, pastelaria e similares pelo agravamento dos preços das matérias primas como a farinha, água, açúcar e óleo."
A crise chegou realmente as nossas ilhas, ou ainda estamos "blindados"? A ARE (Agência de Regulação Económica) é que parece estar "blindada" (ninguém analisa as suas últimas actualizações...Alguém!?).
O preço dos combustiveis sofreram já três aumentos, "num espaço de três meses". Aumentam-se os preços e nós o povo, só observamos. Alguns dos que têm acesso a informação (e a internet) ou são entrevistados, já protestam. Mas a maioria, preocupada com a sobrevivência do dia a dia, infelizmente ficam que nem "burro te oiá pa paloss". Pelo menos até se atingir o "limite máximo" . Aí entra o nosso representante, o governo. Pois, a ARE perde jurisdição no assunto, quando ultrapassar esse "limite máximo" (25%) de aumento dos preços, alegadamente "estabelecido na lei". Há já casos em que o pão custa 50% mais caro que anteriormente. Mas, não sei se o pão conta nessa tal lei sobre o "aumento máximo". Para o cidadão cabo-verdiano que regularmente não toma o pequeno almoço com "corn flakes", conta e muito um aumento acima dos 25% no preço do pão.
Ainda não ouvi nenhum anúncio do aumento dos vencimentos. É para quando? Oh, ainda não se falou no assunto? Sei...com isto tudo, chego a uma conclusão. Alguém precisa "regular" os "reguladores". Governo de Cabo Verde, queremos pão para todos. Eu disse ao nosso representante, que queremos pão para todos. O povo está claramente descontente e precisamos urgentemente de uma solução que não martirize mais a carteira dos menos favorecidos. Agradecemos que concentre a sua atenção nestes bens essenciais. O pão e a água. Se for necessário, que façam mais um "retiro" e resolvam ou minimizem o impacto destes aumentos.
Fonte: ASemana Online / RTC
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